Novo blogue

Abril 21, 2010 by

Mudámos de casa para o IndieLisboa’10. Podem continuar a ler-nos aqui.

IndieLisboa: The show goes on

Maio 11, 2008 by

Após os onze dias de Festival em Lisboa, 238 filmes exibidos e um público de cerca de 36 mil espectadores o Indie continua, dentro e fora de portas, até Setembro. São 18 as extensões do festival, 12 nacionais e 6 internacionais. Já começaram no Porto e Barreiro.

Extensões confirmadas:
Porto (Plano B) – Teatro Trindade – 8 a 15 de Maio
Barreiro – Auditório Municipal Augusto Cabrita – 8, 10 e 11 Maio
Torres Vedras – Teatro Cine de Torres Vedras – 11, 12 e 13 de Maio
Castelo Branco – Cineteatro Avenida – 13 e 14 Maio
Barcelos (Cineclube Zoom) – Auditório da Biblioteca Municipal de Barcelos – 13 e 14 de Maio
Famalicão (Cineclube Joane) – Casa das Artes – 14 e 15 de Maio
Paris, França (Associação Cultural Olho Aberto) – Studio des Urselines – 16 Maio
Açores/Terceira (Associação Cultural Burra de Milho) – Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo – 16, 17 e 18 de Maio
Alcobaça – Cine-Teatro Alcobaça – 16,17, 18 e 19 de Maio
Açores/São Miguel (Associação Cultural CIMA) – Teatro Micaelense – 19, 20 e 21 de Maio (Teatro Micaelense)
Guimarães (Cineclube de Guimarães) – Centro Cultural Vila Flor – 22 e 29 de Maio
Açores/ Faial (Cineclube da Horta) – Teatro Faialense – 23, 24 e 25 de Maio
Odivelas – Centro Cultural da Malaposta – 30, 31 de Maio e 1 de Junho
Provincetown, EUA – Provincetown International Film Festival – 18 a 22 de Junho
São Petersburgo, Rússia – Data a confirmar
Amesterdão, Holanda – Data a confirmar
Bucareste, Roménia – Data a confirmar
Copenhaga, Dinamarca – Data a confirmar

Indie 2008 – premiados

Maio 4, 2008 by

Wonderful Town, de Aditya Assarat (Tailândia), foi o vencedor do Grande Prémio de longa-metragem Cidade de Lisboa (15 mil euros) do Indie, anunciou hoje a organização. O RASCUNHO ainda não viu o filme, mas de amanhã não passa. Entretanto, diz a Lusa que «Wonderful Town passa-se numa pequena cidade no sul da Tailândia, situada perto da estância turística de Phuket. Um dia, um jovem arquitecto chega à cidade. Vem de Banguecoque para supervisionar a reconstrução de um resort e aluga um quarto no hotel de uma jovem mulher, com quem se vai envolvendo.»

Night Train, de Diao Yian (China), recebeu menção honrosa na competição internacional de longas e também estaremos amanhã em mais uma sessão para ver esta fita.

Terra Sonâmbula, da portuguesa Teresa Prata, baseado no romance homónimo do moçambicano Mia Couto (terá crítica por aqui em breve), ganhou o Prémio do Público para Melhor longa-metragem – 2 mil euros.

O Prémio de Distribuição (2.500 euros) foi para Momma’s Man, de Azazel Jacobs (EUA).

Nas curtas, o Prémio Principal (3 mil euros) foi para One Day, de Ditte Haarlov Johnsen (Dinamarca). Paisagem urbana com rapariga e avião, de João Figueiras, recebeu o Prémio de Melhor curta-metragem portuguesa (2.500 euros) e o Prémio do Público (1000 euros) foi para um filme canadiano Sleeping Betty.

New Boy, de Stephanie Greene, ganhou o Prémio de Melhor Filme IndieJúnior.

A lista completa de premiados pode ser vista aqui.

Mais uma crítica – Go go Tales

Maio 4, 2008 by

‘«Olha mas não toques». É a frase mais que repetida ao longo do filme e uma boa deixa para começar a explicá-lo. Go go tales é uma longa-metragem que nos enche o olho de planos bem conseguidos, estética e mulheres esculturais contudo, o argumento, não nos toca.’

Resenha ao filme de Abel Ferrara, para ler na integra aqui.

Competição Internacional: Momma’s Man

Maio 2, 2008 by

Já está disponível aqui, no Rascunho, a crítica ao filme Momma’s Man, de Azazel Jacobs. Um filme com muitas particularidades e que é um dos mais fortes concorrentes na Competição Internacional deste Indie Lisboa.

Indie Music: Música de fora para dentro

Maio 2, 2008 by

«I think our music is very introspective. There is no message or story…musicians want to create something that is no ordinary, something special, and I think ordinary people can do quite special things with music.»

Stuart Braithwaite – Mogwai

Têm estilos que não cabem em nenhum dos outros géneros pré-determinados pela indústria e pelo mercado mas recusam aceitar o rótulo de pós-rock. São singulares mas partilham as mesmas referências, perspectivas sobre a música e sobre o mundo. Sigur Rós, Sonic Youth, Mogwai e Mouse On Mars são alguns exemplos, e alguns deles participam no documentário Introspective, integrado na secção Indie Music do festival. Um filme astuto, pertinente e pintado a boa música onde o realizador Aram Garriga deixa os especialistas desenharem através de palavras e acordes «o retrato da música indie ou underground como uma alegoria afectiva das nossas sociedades globais».

Competição – Pink

Maio 1, 2008 by

Já está disponível aqui, no Rascunho, a crítica ao filme Pink, de Alexander Voulgaris. É um dos concorrentes na competição internacional deste Indie Lisboa e deixou-nos muito boa impressão.

Indie Music: Chicletes com Bananaz

Abril 30, 2008 by

De muitas canções, imagens de bastidores, concertos e…bananas, está recheada a secção do Indie Lisboa dedicada à música. Depois de Patti Smith o Rascunho passou pela videoteca do Fórum Lisboa, que disponibiliza (quase) todos os filmes do festival para consumo imediato nos vários televisores munidos de phones e DVD, e espiou outras películas, perdidas no alinhamento da semana.

Bananaz – de Ceri Levy (Reino Unido), 2008

Acabadinho de colher, este documentário sobre os Gorillaz, banda virtual criada há uma década (!) pelo então líder dos Blur, Damon Albarn, e Jamie Hewlett. Barulhento e desinibido este filme deixa perceber todo o processo criativo do menino rebelde da britpop com o co-criador da história em quadrinhos Tank Girl, o ponto de partida para a banda mais sui generis do mundo. Os quatro membros animados – 2D, Murdoc, Noodle e Russel – também andam por lá, mas é entre os dois mentores que fluem conversas (e críticas, paletes delas) bastante reveladoras sobre a cultura pop, os media, os downloads, as diferenças entre a cultura musical nos EUA e no Reino Unido (o documentário é em parte gravado aquando da digressão dos ‘macacões’ em terras de tio Sam) ou o mau cheiro que o grandalhão do staff deixou no WC. Acima de tudo, além de bem disposto o documentário permite acompanhar de modo muito muito próximo a feitura de temas como Clint Eastwood ou Dirty Harry, e como acontecem as váriadíssimas colaborações com outros músicos – destaque para a cena em que um Albarn embevecido recebe no estúdio o mestre cubano Ibrahim Ferrer, que empresta a voz e a alma cubana ao tema Latin Simone.


Observatório: a literatura de Álvaro Lapa

Abril 30, 2008 by

O documentário de Jorge Silva Melo sobre Álvaro Lapa é uma declaração de amor. E, como todos os amores verdadeiros (existe tal coisa?), este é intenso e íntimo. É também repetitivo, insistente, longo. Silva Melo, com o actor Pedro Gil ao lado, reproduz a viagem de carro que fez entre Viseu e Lisboa em 2006, aquando da morte do pintor, e intercala-a com excertos de entrevistas feitas a Lapa e com imagens da sua vasta obra.

Não pode dizer-se que Álvaro Lapa: a Literatura, documentário que ontem passou no Indie, seja um mau filme. Não é. Cumpre os seus intentos quase na perfeição: dá a conhecer um artista complexo e bastante desconhecido entre as gentes, explica a profunda relação da sua pintura com os livros que ia lendo e remete para tempos e para espaços (a fase de Évora é óptima) que carecem de documentação e de análise. São apresentadas ao público figuras como Joaquim Bravo ou Palolo.

Caderno de Céline, Álvaro Lapa

É um filme de amor. De um amor que nasceu em 1964, quando Silva Melo conheceu a obra de Lapa na Livraria 111. Melo quis pertencer àquele mundo e esta fita existe para provar que conseguiu e que vive feliz com isso. E aí reside a ‘culpa’ de este documentário que agora assina ser especialmente para outros (poucos) que como ele se apaixonaram pela obra de Lapa, de Bravo, de Cutileiro. Aos restantes, que metem pé nesses campos pela primeira vez, o filme pode parecer longo, mimético, às vezes enfadonho.

Com pose e voz de Woody Allen português, o director dos Artistas Unidos reinventa a obra, depois de uma primeira versão em 2006, intitulada As conversas de Leça em casa de Álvaro Lapa. É, em boa medida, um trabalho à imagem daquilo que Lapa fazia com os seus quadros, transformando-os. Ao Jornal de Letras, Silva Melo conta que é «feito de filmes e gostava de estar sempre a fazê-los» e fala da relação difícil com o Instituto do Cinema e Audiovisual e seus subsídios.

Nem todos amamos o mesmo. Ainda bem. Jorge Silva Melo é assim: «Por isso me encantam estes documentários em que, impunemente, filmo horas de caras de gente a pensar, a tentar exprimir-se. Adoro isso. SInto-me bem com isso, caras». Carecemos de pessoas apaixonadas. Por isto ou por aquilo. E aí o Jorge merece o nosso maior bem haja.

Sugestões Independentes – 30 de Abril

Abril 30, 2008 by

Já com mais de metade da maratona percorrida, ainda há muitos filmes para ver nesta edição do Indie Lisboa. Para quem perdeu a primeira oportunidade, hoje pode ver a obra pós-tsunâmica da tailandesa Aditya Assarat, Wonderfull Town, às 16h15 no Cinema São Jorge. O filme integra a Competição Internacional.

Logo a seguir, às 18h45, é hora de Competição Internacional de Curtas no mesmo espaço, mas se a vontade de conversa for mais forte nada melhor do que visitar o Lisbon Talks, que decorre no Teatro Maria Matos e tem como tema O Cinema Romeno e o Cinema Português. Começa às 17h00.

Para a noite a escolha recai sobre a produção italo-americana Go Go Tales, de Abel Ferrara. A história de um cabaret decadente com um dono que recusa o inevitável encerramento do estabelecimento e do seu próprio sonho.