É uma das pérolazinhas deste festival. Chega-nos da Grécia e é em tons de rosa, sujo com as inquietações da alma de um realizador, que desmaia a sala tanto de ternura como de intriga. Alexander Voulgaris, o realizador de Pink, concorrente da Competição Internacional, esteve hoje na mostra do filme que definiu como «um estado de alma». Diferente, dinâmico e com rasgos de verdadeira mestria técnica, as influências essas Voulagris esclareceu ao Rascunho que foram sugadas «do cinema americano da década de 70, todo ele» bem como nomes como «Polanski, Cronenberg e Kubrick».
Import Export está na secção de Observatório e trata uma interessante abordagem da realidade da emigração entre a Europa Ocidental e a de Leste. Duas histórias em paralelo: uma ucraniana que procura uma vida melhor na Áustria; e um austríaco que segue para Leste em busca da sorte nos negócios. Pelo meio passagens por um negócio de pornografia online, um hospital geriátrico, um bairro cigano, entre outros. Tudo contado com uma proximidade e crueza notáveis, e que conta com interpretações amadoras e algumas delas reais (idosos hospitalizados). Uma história desencantada do realizador Ulrich Seidl.
As críticas a estes filmes estarão brevemente disponíveis no RASCUNHO.
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