A noite de quinta-feira, a primeira desta edição do Indie Lisboa, começou no cinema São Jorge com a projecção de My Blueberry Nights, filme de Wonk Kar-Wai cuja crítica já pode ser lida aqui, no site do RASCUNHO.
A sala maior do São Jorge encheu-se para ver a fita mas também para ouvir os três directores do festival dizerem de sua justiça. Miguel Valverde, Nuno Sena e Rui Pereira foram breves. Focaram as dificuldades e as melhorias, as inseguranças e as certezas. O ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, também chamado a palco, enalteceu a qualidade e o sucesso (de bilheteira, de bilheteira…) do Indie. A terminar, lançou aos organizadores o repto de se lançarem na distribuição fílmica em Portugal, fazendo do cinema mais ou menos independente uma constante nas salas do país durante o ano. Teve ainda tempo para fazer uma analogia com o 25 de Abril e a liberdade. Intenções à parte, ficou-lhe bem. Afinal, estávamos na noite de 24 e cheirava a Largo do Carmo.
Convidados, imprensa, espectadores. A luz caiu e – depois da muitíssima publicidade – lá veio o filme. Entretido. Pelo meio, tempo ainda para saber que antes do começo do festival foram emitidos 11 mil bilhetes para as diferentes sessões. No programa after hours, sucedem-se alternativas e convites. Maxime, Santiago Alquimista, Lux. Tudo muito indie, tudo a rebentar pelas costuras com gente bonita . É mesmo caso para perguntar: Estavam à espera de quê? Salas vazias? Não neste Indie Lisboa.
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